Dr. Fayez Bahamad Jr

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Orientações de Saúde

 

 

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Orelha - Saúde Auditiva

Apesar de ser uma prática bastante difundida, a utilização do cotonete para limpeza dos ouvidos não deve ser realizada, pois acaba empurrando a cera para dentro do conduto auditivo, o que pode levar a perda da audição e dor. Para limpeza adequada dos ouvidos utilize apenas a ponta da toalha logo após o banho e nunca introduza objetos pontiagudos (chaves, grampos de cabelo) nas orelhas. Esses objetos podem causar também pequenos ferimentos no conduto auditivo externo, infecções ou até rompimento da membrana do tímpano. Não os utilize nem mesmo para coçar o conduto auditivo.

Um cuidado muito importante é em relação ao som. Evite ficar próximo de fontes de som alto, por exemplo, trios elétricos, sirenes, queima de fogos, caixas de som em shows, pois podem causar perdas auditivas irreversíveis.

- Evite o uso de fones de ouvido, porque podem desenvolver perdas auditivas ou piorar alguma doença já existente.
- Caso esteja em contanto freqüente a ruídos intensos, realize periodicamente o exame de audiometria (exame que mede a capacidade auditiva) e se possível utilize protetores auriculares.
- Dor de ouvido é uma queixa muito comum no inverno. Nesses casos a primeira coisa a se fazer é a utilização de compressas quentes. Caso o sintoma persista, procure um médico para avaliação mais detalhada.
- Não usar soluções e nem remédios caseiros na orelha, por exemplo, óleos, cera de vela ou qualquer outra substância.
- Não fazer lavagens na orelha sem a indicação e orientação médica.
- Caso haja infecção ou perfuração do tímpano, não molhar a orelha em hipótese alguma.
- Redobrar o cuidado com as crianças, em se tratando de objetos pequenos, peças de brinquedos, entre outros, pois elas facilmente os colocam na orelha, nariz ou boca.
- Fique atento e repare se você tem a oclusão (fechamento) imperfeito das arcadas dentárias, porque isso pode provocar dores na orelha e até problemas na articulação tempo-mandibular (ATM).
- Evite pingar medicamentos sem orientação do seu médico.
- Ao primeiro sinal de dificuldade auditiva, dor ou incômodo, procure seu médico de confiança.
- O barulho no ouvido, também chamado de zumbido, é uma das queixas mais comuns, principalmente em idosos. E pode ser um indicativo de perda da audição. Na ocorrência desse sintoma procure um médico para avaliação especializada.

 

 

AUDIÇÃO DA CRIANÇA (DICAS PARA OS PAIS)

- Converse com o seu filho ainda que ele seja um bebê, isso o estimulará a usar os lábios e a língua;
- Cumprimente-o sempre que o vir e chame-o sempre pelo nome;
- Cante para ele dormir;
- Quando estiver dando banho, trocando as fraldas ou alimentando-o sempre diga o que está fazendo;
- Leia e conte história para ele, estimula a inteligência e a criatividade. Mostre a ele as ilustrações do livro infantil que está lendo ou utilize pequenos fantoches.
- Atraso no desenvolvimento da linguagem, desatenção e mau desempenho escolar podem ser indicativos de problemas auditivos.

PRÓTESE AUDITIVA

- Examine se a marca que está sendo vendida é confiável e se o produto é registrado no Ministério da Saúde.
- Analise se a empresa onde está comprando a prótese é de confiança, porque muitos prejuízos decorrem da falta de idoneidade da empresa. É bastante importante prestar atenção nesse detalhe, pois isso assegurará que caso a prótese tenha algum defeito você terá a assistência técnica devida.
- Peça informações sobre a garantia da prótese, quais são os itens cobertos por ela, tempo de garantia, etc. Sempre leia o certificado de garantia. 
- Nunca deixe sua prótese entrar em contato com a água, suor ou qualquer tipo de umidade e lembre-se de tirá-la para tomar banho, ir à piscina, mar, etc.
- Sempre tome muito cuidado para que a prótese não caia no chão.
- Não se deve deixá-las exposta ao sol ou temperaturas altas.
- Lembre-se sempre de tirar a prótese para dormir. Desligue-a e retire as pilhas para evitar desgastes.
- Limpe diariamente a sua prótese com lenço de papel ou pano seco. Nunca use álcool ou outros produtos de limpeza.
- Observe a maneira como você escuta usando a prótese em diferentes situações: em casa, assistindo televisão, na igreja, na escola, etc. Lembre-se que essas informações serão muito importantes para que a aparelho auditivo seja regulado da maneira que mais o ajude.
- Quando não estiver usando a prótese, guarde-a na caixinha e deixe fora do alcance de crianças e animais domésticos,
- Leve a sua prótese onde você a comprou uma vez ao ano para uma revisão geral e limpeza.
- Em caso de dúvida, entre em contato com o médico que indicou a prótese e siga as instruções que ele recomendar.

 

 

Nariz – Perda de Olfato

Para que serve o Olfato ?

O Olfato é um dos mais importantes Sentidos do Ser Humano.

 

Por intermédio dele é que percebemos os aromas e os cheiros, tanto os naturais como os das flores e das frutas, como aqueles produzidos pelo Homem, tais como o perfume e os alimentos. Desta forma, o Olfato torna nossa vida mais agradável.
 
 
Entretanto, talvez, a principal função do Olfato seja a de proteção.

Alimentos estragados, gases tóxicos, produtos venenosos e poluição nos trazem sensações desagradáveis e acionam nosso reflexo de fuga ou rejeição. Assim, o Olfato no aproxima de sensações que apreciamos e nos afasta dos perigos à saúde.

Existe relação entre Paladar e Olfato ?

Inicialmente vamos diferenciar Paladar e Gosto. Existem 4 gostos básicos: Salgado, Doce, Amargo e Azedo. O Paladar é uma sensação que mistura o gosto com o cheiro. Por exemplo: imagine-se comendo um chocolate. Este alimento nos estimula tanto a parte olfatória quanto gustativa.

Agora tente comer o mesmo chocolate com o nariz totalmente tampado. Certamente o paladar não será o mesmo, apesar do gosto não ter mudado.

Qual o problema de ficar sem Olfato ?

Como vimos anteriormente, o Olfato é importante para nossa proteção e, sem ele, corremos o risco de ingerir alimentos estragados ou inalar gases tóxicos, fumaça, poluição ou venenos voláteis. Da mesma forma, podemos exagerar nos temperos, acrescentando muito sal ou muito açúcar na comida, podendo comprometer a saúde, principalmente dos diabéticos e hipertensos.

Quais são as causas mais comuns de Perda de Olfato ?

Vamos dividir didaticamente em 4 causas principais, segundo o diagnóstico topográfico de cada lesão:

  1. O problema está nas fossas nasais, levando à dificuldade de estimular o epitélio olfatório. O ar não chega ao local onde estão os receptores por alguma obstrução no caminho. Ocorre principalmente nos casos de desvio de septo nasal e Hipertrofia de Vegetações Adenoideanas, Rinite Alérgica, Sinusites, Pólipos Nasais, Inflamações do Nariz, Gripes e Resfriados e geralmente são transitórios.

 

  1. O problema está no epitélio Olfatório, onde existem células que transformam os aromas e cheiros em estímulos nervosos. Pode ocorrer lesão do epitélio olfatório após uma inflamação, por tabagismo, inalação de substâncias químicas, falta de ingestão de Vitamina B12 e Zinco. Há quem acredite que haja uma perda natural pela idade. Este grupo é mais difícil de tratar e muitas vezes não é possível recuperar o olfato.

 

  1. O problema está no nervo olfatório. O Ar chega até o epitélio olfatório, estimula os terminais nervosos, mas o nervo não envia as mensagens até o cérebro. Pode ocorrer por tumores do próprio nervo, por compressão deste nervo por outras estruturas (ou tumores de outras estruturas vizinhas) ou processos degenerativos do nervo.
  1. O problema está no cérebro que não consegue interpretar os sinais do nervo. Pode ocorrer nas Doenças de Parkinson e no Mal de Alzheimer.

 

Como se faz o diagnóstico ?

Inicialmente procurando um médico Otorrinolaringologista para que possa se feito um bom exame das fossas nasais em consultório. Pode ser que seja necessário fazer uma Nasofibroscopia (espécie de "endoscopia"  do nariz) onde o médico ira tentar ver se há alguma obstrução na passagem do ar. Outros exames podem ser necessários, tais como uma Tomografia Computadorizada ou uma Ressonância Nuclear Magnética para visualizar melhor as estruturas do nariz.

Como é feito o tratamento ?

Todo tratamento depende de um diagnóstico. Não existe uma tratamento que sirva para todos os casos. Algumas vezes o tratamento pode ser à base de medicamentos ingeridos, outras vezes, alguns sprays nasais ou ainda cirurgias podem ser necessárias.

Como eu faço para saber qual é o melhor tratamento para o meu caso ?

Procure um médico Otorrinolaringologista.

 

Nariz – Desvio de Septo Nasal

Normalmente, o septo nasal (a estrutura que divide o nariz) é reto, mas pode estar torto (desviado) devido a defeitos congênitos ou a lesões. O desvio de septo, o qual é bastante comum, geralmente não causa sintomas nem exige tratamento.



Contudo, algumas vezes, o desvio de septo obstrui o nariz, tornando o indivíduo propenso a apresentar sinusites (inflamação dos seios da face), sobretudo quando o desvio de septo obstrui a drenagem de um seio na cavidade nasal.



Além disso, o desvio de septo torna o indivíduo propenso a apresentar sangramentos nasais porque o fluxo de ar excessivo através do lado não obstruído provoca ressecamento da membrana mucosa. Um desvio de septo que causa problemas deve ser reparado cirurgicamente.

Quais são as causas mais comuns de desvio de septo nasal ?

 Congênitos (presentes ao nascimento ou com esta predisposição)
 Adquiridos (em geral, após traumatismo nasal)

O que é a septoplastia ?

É uma cirurgia de correção do desvio de septo nasal. Esta cirurgia pode ser única ou combinada com outros tipos de cirurgia, para corrigir outros tipos de problemas nasais (turbinectomias, rinoplastias, sinusectomias).

Qual o problema de ficar com o Desvio de Septo ?

Dependendo do caso, pode haver dificuldade para respirar pelos dois lados do nariz ou de um só. Isto pode predispor a sinusites, respiração bucal, cansaço, dificuldade para dormir bem, roncos e babação noturna.

Como é a cirurgia ?

A Septoplastia é realizada em Hospital, sob anestesia geral e demora cerca de 1 hora, se for única. Não costumo fazer com anestesia local, pois pode ser extremamente incômodo além de levar a algum risco de sangramento, no entanto, há quem faça desta maneira. Não costuma vir acompanhada de dor no pós-operatório e não deixa nenhuma cicatriz externa. Normalmente o cirurgião deixa uns 2 ou 3 pontos dentro do nariz que são absorvíveis (não precisam ser retirados).
 

Tenho que ficar internado ?

Dependendo da sua evolução após a cirurgia e da rotina do Cirurgião, você pode receber alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte.

É verdade que os olhos ficam arroxeados e o rosto fica inchado?

Na septoplastia simples, habitualmente isto não ocorre. Estes sinais aparecem, em geral, quando o paciente é submetido a cirurgia plástica nasal (rinoplastia)

É possível fazer uma cirurgia plástica nasal (rinoplastia) junto com a septoplastia ? O Sr. faz este tipo de cirurgia ?

É possível, mas cada caso tem que ser avaliado minuciosamente. Em alguns casos é melhor fazer a septoplastia antes da rinoplastia. Caso seja necessário ou o paciente desejar fazer uma cirurgia plástica na mesma cirurgia, será chamado um cirurgião com experiência em estética nasal da minha equipe e da minha confiança para operarmos juntos.

O que são "complicações de uma cirurgia" ?

"Complicação" é o termo utilizado para designar uma evolução pós-operatória desagradável, mas nem por isto inesperada. Dentro deste termo amplo e genérico estão vários fatores imensuráveis, tais como o tipo de cicatrização do paciente e tendências genéticas a reações físicas ou psíquicas próprias do paciente.

Quais são as complicações mais comuns da Septoplastia?

 infecção
 sangramento nasal
 perfuração de septo nasal
 retorno do desvio à sua posição original pré-operatória
 diminuição do olfato
 problemas relacionados à anestesia

Atualmente, estes problemas são muito raros pois o uso de antibióticos profiláticos e cautério nasal previne estas complicações cirúrgicas.

Desvios cartilaginosos podem voltar a se formar MESMO APÓS uma cirurgia muito bem feita. Isto depende da capacidade de "memória" das fibras elásticas e da cartilagem que tendem a cicatrizar da maneira que se encontravam antes da cirurgia.

A diminuição ou perda de olfato também é possível após qualquer cirurgia nasal, apesar de extremamente rara. A anestesia geral evoluiu muito nos últimos anos e, hoje, é bem segura.

Crianças podem ser operadas ?

Sim, porém mais cuidadosamente e economicamente, pois o nariz ainda está crescendo para tomar a sua forma definitiva.

O que são Splints?

São pequenas estruturas plástica, em geral, feitas de silicone, colocados durante a cirurgia, paralelamente ao septo, para ajudar na sua sustentação e fixação. Em geral, não incomodam. Habitualmente ficam no nariz entre 2 e 5 dias, para depois serem retirados no consultório. Alguns médicos costumam deixar mais alguns dias.


E o tampão nasal? É necessário ? Pra que serve ?

Normalmente, é necessário "descolar" a mucosa nasal do septo para corrigir seus desvios. Atualmente existem técnicas onde não é mais necessário o uso de tampão nasal. Não tenho utilizado tampão nasal nos últimos 7 anos. Para "colar" a mucosa novamente pode-se lançar mão da cola biológica e do splint nasal.

Apesar de ter um custo relativamente elevado, o benefício tem sido grande. Os planos de saúde, em sua maioria, cobrem este custo. O tampão ou a cola ou o splint servem para sustentar o septo e garantir que a mucosa nasal "cole" nele novamente.

Normalmente, quem não respira bem pelo nariz não se incomoda muito em ficar mais um dia com o nariz tampado por causa do tamponamento. O tampão também coíbe sangramentos. Dependendo do cirurgião, fica de 12 a 72 horas. Não há certo ou errado em se seguir uma técnica ou outra. É sempre melhor fazer com aquela que o cirurgião esteja mais acostumado.

Dói muito depois ?

Normalmente não dói quase nada, a menos que se bata o nariz, mesmo que seja de leve.

E o que é importante no pós-operatório?

Os cuidados pós-operatórios são tão ou mais importantes que a cirurgia em si. É recomendável tomar uma medicação antibiótica para evitar infecção. É importante lavar o nariz por dentro, para não formar crostas e evitar aderências (sinéquias) e retornar sempre que o seu médico recomendar.

É possível o Septo voltar a se desviar após a cirurgia?

Sim, principalmente na porção cartilaginosa. Geneticamente, existe uma tendência do septo voltar à posição original de antes da cirurgia. Tenta-se, por intermédio de técnicas delicadas, fazer com que o septo se "esqueça" de sua situação anterior, mas nem sempre isto é possível.

Este procedimento deve sempre ser realizado por medico otorrinolaringologista devidamente treinado para isso.

 

 

Nariz – Fratura Nasal

Os ossos do nariz quebram (fraturam) mais freqüentemente que os demais ossos na face. Quando isto ocorre, a membrana mucosa que reveste o nariz comumente é lacerada, acarretando sangramento nasal.

Como a membrana mucosa e outros tecidos moles inflamam rapidamente, o diagnóstico da fratura pode ser difícil. Mais comumente, a ponte nasal é deslocada para um lado e os ossos nasais o são para o outro lado.

Quando ocorre acúmulo de sangue cartilagem do septo nasal (a estrutura que divide o nariz), ela poderá tornar-se infectada e morrer, produzindo uma deformidade em sela, na qual a ponte nasal afunda no meio.

Diagnóstico e Tratamento

Um indivíduo com sangramento e dor nasal após um traumatismo fechado pode apresentar uma fratura de nariz. Comumente, o médico diagnostica uma fratura de nariz através da palpação delicada da ponte nasal, buscando irregularidades de forma, movimentos ósseos incomuns, a sensacão dos ossos fraturados que se movem um contra outro e dor.

O diagnóstico é confirmado através de Tomografia ou radiografias.

Quando é diagnosticada uma fratura de nariz, os adultos comumente são submetidos a uma anestesia local e as crianças a uma anestesia geral. A seguir, o sangue acumulado no septo é drenado para evitar a infecção e a destruição da cartilagem. Após o nariz ser colocado em sua posição normal, ele é estabilizado com tampões de gaze no interior do nariz e um imoblizador no seu exterior.

Este procedimento deve sempre ser realizado por médico otorrinolaringologista devidamente treinado para isso.

 

Nariz – Sangramento Nasal

A epistaxe (sangramento nasal) tem diversas causas. Mais freqüentemente, o sangue provém da área de Kiesselbach, localizada na parte anterior do septo nasal e que contém muitos vasos sangüíneos.

Habitualmente, a epistaxe pode ser controlada com a compressão de ambos os lados do nariz durante 5 a 10 minutos.

 


    


 

Quando esta técnica não consegue interromper o sangramento, o médico busca a sua origem. A epistaxe pode ser interrompida tempo rariamente com a aplicação de pressão no interior do nariz com um chumaço de algodão embebido com um medicamento que provoca a constrição dos vasos (p.ex., fenilefrina) e um anestésico local (p.ex., lidocaína).

Após a epistaxe ser interrompida e enquanto o local está anestesiado, o médico sela (cauteriza) a fonte do sangramento com nitrato de prata ou com um eletrocautério (um aparelho que utiliza corrente elétrica para produzir calor).

Quando o indivíduo apresenta um distúrbio que causa tendência ao sangramento, a fonte do sangramento não é cauterizada porque ela pode voltar a sangrar. Em vez disso, o médico realiza uma pressão suave com gaze embebida em vaselina contra a fonte do sangramento. Após o sangramento cessar, ele tenta identificar e corrigir o distúrbio.

Nos indivíduos que apresentam arteriosclerose (estreitamento das artérias) e hipertensão arterial, é provável que a fonte do sangramento esteja localizada na parte posterior do nariz, onde o sangramento é mais difícil de ser interrompido. Algumas vezes, o médico deve ligar a artéria que fornece sangue à área ou realizar um tamponamento posterior da cavidade nasal com gaze. Comumente, o tampão é mantido no local por 4 dias e um antibiótico oral (p.ex., ampicilina) é administrado para evitar uma infecção dos seios da face ou do ouvido médio.

Os indivíduos com telangiectasia hemorrágica hereditária (uma doença caracterizada por malformação dos vasos sangüíneos) podem apresentar muitas epistaxes graves, acarretando uma anemia grave e persistente que não é facilmente corrigida com a suplementação de ferro.

Os indivíduos com doenças hepáticas graves, as quais podem causar uma tendência ao sangramento, freqüentemente apresentam epistaxes graves.

Grandes quantidades de sangue podem ser deglutidas e o sangue é convertido em amônia pelas bactérias no intestino. A amônia pode ser absorvida pela corrente sangüínea e tornar o indivíduo doente ou comatoso. Por essa razão, enemas e catárticos são prescritos o mais precocemente possível para remover o sangue do intestino o mais rapidamente possível.

Quando ocorre uma grande perda sangüínea, a transfusão de sangue pode ser realizada.

Causas de Epistaxe (Sangramento Nasal)

 Infecções localizadas
 Vestibulite
 Sinusite
 Membrana mucosa nasal seca
 Lesões repetidas produzidas pela limpeza do nariz
 Fratura do nariz
 Hipertensão arterial
 Distúrbios que provocam tendência ao sangramento
 Anemia aplástica
 Leucemia
 Baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia)
 Doenças do fígado
 Distúrbios sangüíneos hereditários (p.ex.,hemofilia)
 Telangiectasia hemorrágica hereditária

 

Implante Coclear

 

O IMPLANTE COCLEAR

O implante coclear, ou mais popularmente conhecido como ouvido biônico, é um aparelho eletrônico de alta complexidade tecnológica, que tem sido utilizado nos últimos anos para restaurar a função da audição nos pacientes portadores de surdez profunda que não se beneficiam do uso de próteses auditivas convencionais.

Trata-se de um equipamento eletrônico computadorizado que substitui totalmente o ouvido de pessoas que tem surdez total ou quase total. Assim o implante é que estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado que foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. Já existe há alguns anos e hoje mais de 100.000 pessoas no mundo já o estão usando.

Quais são as partes do que compõem o implante coclear?
O implante coclear é composto por duas partes: uma unidade interna e outra externa.

A unidade interna

É implantada cirurgicamente dentro o ouvido do paciente. Esta unidade possui um feixe de eletrodos que será posicionado dentro da cóclea (órgão da audição com formato de caracol). Este feixe de eletrodos se conecta a um receptor (decodificador) que ficará localizado na região atrás da orelha, implantado por baixo da pele. Junto ao receptor fica a antena e o imã que servem para fixar a unidade externa e captar os sinais elétricos.

A unidade externa

A unidade externa é constituída por um processador de fala, uma antena transmissora e um microfone. A unidade externa é a parte do implante que fica aparente e pode ser de dois tipos: retroauricular ou tipo caixa. A antena transmissora possui um imã que serve para fixá-lo magneticamente junto a antena da unidade interna ( que também possui um imã).

O microfone capta o som do meio ambiente e o transmite ao processador de fala. O processador de fala seleciona e analisa os elementos sonoros, principalmente os elementos da fala, e os codifica em impulsos elétricos que serão transmitidos através de um a cabo até a antena transmissora. A partir da antena transmissora o sinal é transmitido através da pele por meio de radiofreqüência e chega até a unidade interna. Na unidade interna temos o receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um "chip" que converte os códigos em sinais eletrônicos e libera os impulsos elétricos para os eletrodos intracocleares estimulando diretamente as fibras no nervo auditivo.Esta estimulação é percebida pelo nosso cérebro como som.
Desse modo, o paciente recupera parte da audição e pode voltar a se comunicar com as pessoas.
Descrição: http://www.implantecoclear.org.br/imageBank%5Ctextos%5Ctexto_5%5Cesquema.jpg


PACIENTES QUE SE BENEFICIAM COM O IMPLANTE COCLEAR

O paciente candidato ao implante coclear é aquele que possui surdez severa a profunda bilateral, que fez uso de prótese auditiva, mas não obteve resposta satisfatória (resultados mínimos satisfatórios).
Nós dividimos os pacientes em dois grupos que apresentam indicação e resultados diferentes.
Existem aqueles pacientes que ouviam e por algum motivo perderam a audição, que nós denominamos de pacientes pós-linguais. E existem também aqueles pacientes que são surdos desde o nascimento ou perderam a audição muito cedo antes mesmo de aprenderem a falar, que nós denominamos de pacientes pré-linguais.

Critérios básicos de indicação do implante coclear:

Pacientes pós-linguais:

Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), ou seja, apresentarem escores inferiores a 50% em testes de reconhecimento de sentenças com o uso da melhor protetização bilateral possível.
 Não existe limite de tempo para a realização do implante coclear neste grupo, porém quanto maior o tempo de surdez, piores serão os resultados.

Pacientes pré-linguais:

 Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo, com reabilitação fonoaudiológica efetiva há pelo menos 3 meses (crianças de 0 a 18 meses) ou desde a realização do diagnóstico (crianças maiores de 18 meses), que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI).
 Neste grupo a idade do paciente é importante.
 Nas crianças, a idade ideal é até 2 anos de idade, sendo que quanto mais precocemente o paciente é implantado, melhores serão os resultados.
 Entre 2 e 5 anos os resultados também podem ser bons, porém são inferiores aos pacientes implantados até 2 anos.
 A partir dos 5 anos os pacientes também podem ser implantados, porém os resultados dependerão de outros fatores como o grau de desenvolvimento da linguagem já adquirida e do trabalho de estimulação auditiva prévia, como uso de prótese auditiva e capacidade de realização de leitura orofacial e linguagem de sinais.


ETAPAS A SEREM SEGUIDAS ATÉ A REALIZAÇÃO DO IMPLANTE COCLEAR.

O implante coclear é um processo complexo que exige a atuação conjunta de um equipe multidisciplinar (vários profissionais de especialidades diferentes) para que se alcance o sucesso do tratamento.
A equipe é composta por um médico otorrinolaringologista, um fonoaudiólogo e um psicólogo (todos os membros da equipe têm que ter especialização em implante coclear).
A avaliação do paciente candidato ao implante coclear é um processo complexo e pode ser demorado pois existem etapas que devem ser obrigatoriamente seguidas e cumpridas em todos os pacientes, para que seja conseguido o melhor resultado possível em benefício do paciente.

Avaliação médica

Inicialmente o paciente deve ser avaliado pelo otorrinolaringologista para o diagnóstico da causa, tipo e a gravidade da surdez.
O médico avalia se a causa que levou a surdez permite que seja realizado o implante coclear.
Também é importante que seja estudada a existência de outras doenças, pois o paciente deve ser avaliado como um todo e não apenas a audição.

Avaliação fonoaudiológica

A próxima etapa é a avaliação pela fonoaudióloga, que realizará uma série de testes auditivos e de linguagem, assim como exercícios que prepararão o paciente para receber o implante coclear.
A avaliação da fonoaudióloga pode ser demorada e depende muito de cada caso e da motivação do paciente, esta avaliação é composta por:
-Avaliação do grau de surdez: temos que ter certeza que a surdez é mesmo profunda.
-Avaliação da adaptação do paciente com a prótese auditiva convencional: temos que ter certeza que uma prótese convencional já não seria suficiente para atender a necessidade do paciente.
-Avaliação de linguagem emissiva (fala, uso de língua de sinais e escrita - em pacientes já alfabetizados) e receptiva (realização efetiva de leitura orofacial, uso de língua de sinais e escrita).
Quando algum destes aspectos não é satisfatoriamente atendido o paciente pode ser encaminhado para reabilitação fonoaudiológica por período determinado, e posterior retorno para avaliação. Neste período poderá ser necessário:
-Treinamento em leitura orofacial para crianças maiores e adultos: Este treinamento é essencial na fase pré implante e muda muito o resultado final quando bem realizado.
-Treinamento auditivo (melhorando muitas vezes o desempenho do paciente com prótese convencional, ou o resultado final com implante)
- Terapia de estimulação de linguagem

Avaliação psicológica

È muito importante que sejam avaliados os aspectos psicológicos do paciente e das pessoas que convivem com ele no dia a dia. É importante que o psicólogo avalie se o paciente está preparado para ser submetido a uma cirurgia, se aceita o fato de viver com uma prótese implantada dentro da cabeça, se os familiares estão motivados e apóiam esta decisão (nós consideramos o apoio e a participação da família fundamentais). Devemos avaliar também o grau de expectativa do paciente e se ele tem consciência dos resultados que podem ser atingidos. O paciente tem que estar ciente de tudo o que está acontecendo e a equipe deve expor tudo de uma forma clara e sincera, pois nós acreditamos que uma relação de confiança mútua entre o paciente e a equipe seja fundamental.

No final do processo pré cirúrgico o paciente é submetido a avaliação pré operatória para que seja avaliada todos os possíveis riscos cirúrgicos e a cirurgia seja realizada da forma mais segura possível.


EXAMES QUE GERALMENTE SÃO REALIZADOS


 Audiometria completa.
 Audiometria em campo com uso de AASI
 BERA
 Emissões otoacústicas
 Tomografia computadorizada e Ressonância magnética.


PROCEDIMENTO CIRÚRGICO


A colocação da unidade interna é realizada através de uma cirurgia que tem duração aproximada de 2 horas.
É realizado sob anestesia geral, ou seja, o paciente estará entubado e inconsciente e não sentirá nada durante todo procedimento.
1) O corte (incisão): A cirurgia é realizada toda atrás da orelha e um pequeno corte na pele de aproximadamente 4 cm.



2) Colocação dos eletrodos: É realizado uma abertura na cóclea (órgão da audição com formato de caracol) e os eletrodos são inseridos dentro da cóclea perfazendo uma volta completa em seu interior.



3) Fixação do processador interno: o processador interno é colocado embaixo do couro cabeludo atrás da orelha (o paciente sentirá uma pequena elevação no local).



4) No final da cirurgia fecha-se a pele com pontos e um curativo compressivo é colocado no local.



Possíveis riscos da cirurgia

Primeiramente existem os riscos que existem em todas as cirurgias com anestesia geral, mas com o desenvolvimento da medicina, hoje em dia são muito mais raras se realizados em bons hospitais.
Os riscos próprios do procedimento são pouco frequentes, mas podem ocorrer. Abaixo listamos em ordem de freqüência:
-Insucesso na colocação do implante coclear: pode ocorrer se houver alterações anatômicas no ouvido do paciente, seja por um defeito congênito (de nascença) ou por seqüelas de infecção ou fraturas.
-Infecção e necrose da pele: é devido ao fato de se colocar uma prótese sob a pele, se ocorrer pode ser tratada se diagnosticada rapidamente.
-Tontura: Pode ocorrer porque o órgão que faz agente escutar também é responsável pelo equilíbrio, mas é uma complicação transitória que melhora rapidamente em poucas semanas.
-Paralisia facial: é a complicação mais temida. Pode ocorrer porque o nervo que faz a mímica da face passa muito próximo do local da cirurgia. Para evitar esta complicação é utilizado um aparelho chamado monitor de nervo facial que diminui o risco desta complicação. Esta complicação apesar de possível é muito rara e geralmente melhora após algumas semanas de tratamento.
-Meningite e fístula liquórica: Foram complicações que ocorreram no início dos implantes cocleares. Hoje em são complicações extremamente raras.

Rotina pós-operatória

Na maioria dos casos o paciente recebe alta no dia seguinte da cirurgia.
O curativo com faixa por 24 horas e os pontos serão retirados em 2 semanas.
A ativação do implante coclear ocorre 30 a 40 dias após o procedimento.
Depois inicia-se o processo de programação e adaptação do paciente ao implante coclear com consultas com a fonoaudióloga. Essas avaliações no início serão semanais e depois quinzenais e mensais.

Cuidados que devem ser tomados no pós operatório

Não lavar a cabeça por 3 dias.
Após 3 dias pode lavar a cabeça mas deve-se tomar cuidado pra não deixar entrar água dentro do ouvido operado protegendo-o com um tampão até o retorno com o cirurgião.
Dormir com o ouvido operado para o lado de cima por 14 dias.
Não fazer esforço físico ou tomar sol por 30 dias.
Não deixar de tomar corretamente a medicação prescrita pelo médico e não deixar de comparecer ao retorno pós operatório.
Não existem restrições à alimentação.
Se fizer uso de prótese auditiva no outro ouvido pode colocá-la logo no primeiro dia após a cirurgia.


CUIDADOS COM O SEU IMPLANTE COCLEAR
 

O implante coclear é uma prótese e pode quebrar se sofrer um traumatismo sobre ela.
O paciente implantado não deve praticar esportes violentos como lutas ou outras atividade com grande risco de bater a cabeça.

É proibido:

-Realizar exame de ressonância magnética ou chegar perto da sala de exame: o implante é composto de um metal que pode ser atraído violentamente pelo aparelho de ressonância magnética podendo levar a complicações graves. Existem alguns modelos que permitem realizar o exame em condições muito especiais, mas é obrigatório avisar o seu otorrino e o radiologista sempre que for solicitado um exame de ressonância magnética.
-Manter o aparelho desligado o pouso e na decolagem de aeronaves: funciona como qualquer aparelho eletrônico e pode interferir nos aparelhos de controle da aeronave. Manter o implante desligado no pouso e na decolagem.
-Uso de bisturi elétrico: é proibido o seu uso em pacientes com implante coclear pois podem queimar a unidade interna. Avisar o médico toda vez que for ser submetido a uma cirugia.

Podem ser realizados sem problemas:

-Ultra-sonografia diagnóstica.
-Radiografia simples.
-Tomografia computadorizada.
-Luz ultra violeta de clínicas odontológicas.

Podem alterar o funcionamento do implante coclear:

-Sistema de detectores de metais: o implante coclear irá disparar toda vez que passar por estes dispositivos (geralmente estão presentes em portas de bancos e aeroportos). Por isso, é aconselhável andar sempre com o comprovante emitido pelo fabricante, comprovando que o paciente é mesmo implantado.

-Radiação eletromagnética: monitores de computador, televisores, forno de microondas. A proximidade deste dispositivos podem alterar a qualidade sonora ou interferir no transmissão de dados entre as unidades interna e externa.
-Sistema de vigilância de lojas: desligar o aparelho quando for passar através da porta de lojas que possuem sistema eletrônico de vigilância (são aqueles aparelhos que apitam quando alguém tenta sair com um produto sem passar pelo caixa). O implante coclear geralmente não dispara estes aparelhos, mas pode ocorrer distorção no som e desconforto para o usuário de implante.


CRITÉRIOS DE INDICAÇÃO PARA PACIENTES DO SUS

(Portaria nº 1.278/GM Em 20 de outubro de 1999)
 

IMPLANTE EM ADULTOS
 
O Implante Coclear em adultos deverá seguir os seguintes critérios de indicação:
a - pessoas com surdez neuro-sensorial profunda bilateral com código lingüístico estabelecido (casos de surdez pós-lingual ou de surdez pré-lingual, adequadamente reabilitados);
b - ausência de benefício com prótese auditiva (menos de 30% de discriminação vocal em teste com sentenças);
c - adequação psicológica e motivação para o uso de implante coclear.

IMPLANTE EM CRIANÇAS
 
O Implante Coclear em crianças, menores de 18 anos com surdez pré e pós-lingual, deverá seguir os seguintes critérios de indicação:
a) experiência com prótese auditiva, durante pelo menos três meses;
b) incapacidade de reconhecimento de palavras em conjunto fechado;
c) família adequada e motivada para o uso do implante coclear;
d) condições adequadas de reabilitação na cidade de origem.

CRITÉRIOS DE CONTRA-INDICAÇÃO

Está contra-indicado o Implante Coclear nos seguintes casos:
a - surdez pré-lingual em adolescentes e adultos não reabilitados por método oral;
b - pacientes com agenesia coclear ou do nervo coclear;
c - contra-indicações clínicas.

BENEFÍCIOS DO IMPLANTE COCLEAR

Apesar dos amplos critérios de indicação, não são todos os pacientes que se beneficiam do implante coclear. Por isso a avaliação e a orientação correta são fundamentais para previsão do prognóstico e direcionamento das expectativas. Muitas vezes, se o resultado será muito limitado, o implante pode não ser indicado, mesmo quando o paciente apresenta surdez profunda.

Os estudos e o acompanhamento em longo prazo mostram que os melhores resultados com o implante coclear são em pacientes com perdas de audição pós-lingual e em crianças implantadas ainda pequenas (até 2 anos e 11 meses). Nos indivíduos pós-linguais em geral se obtém cerca de 80% de reconhecimento de sentenças em formato aberto; retomada das atividades profissionais e sociais com melhora significativa na qualidade de vida e 50% de uso o telefone sem dificuldades. Nas crianças implantadas ainda bebês a aprendizagem da língua oral ocorre de maneira incidental e, em geral, o desenvolvimento é muito próximo ao de uma criança normal.

Atualmente, os benefícios com o implante coclear já estão muito comprovados. Os resultados de 877 pacientes acompanhados em centros na Espanha mostram ganho médio de 60% na percepção de fala em relação ao pré-operatório de adultos pós-linguais e de 90% de discriminação e compreensão de fala em formato aberto de crianças implantadas antes dos 03 anos de idade (Manrique et al., 2006).

Em crianças com idade superior a 4 anos os benefícios com o implante coclear são altamente dependentes do seu nível de desenvolvimento de linguagem e cognição. Quanto melhor é o desenvolvimento lingüístico, melhor é a capacidade da criança em processar os estímulos auditivos, associá-los ao significado lingüístico, estabelecer regras lexicais e sintáticas para compreensão e expressão da língua. Entende-se por adequado nível de desenvolvimento de linguagem a criança que, apesar da deficiência auditiva, é capaz de compreender através de leitura labial ou LIBRAS, sem lacunas no desenvolvimento. Essa exigência é diferente em cada faixa etária, portanto quanto mais velho é o indivíduo, maior domínio da língua é necessário para que ele possa ter um bom resultado com o implante coclear.

Em um estudo com 54 crianças surdas pré-linguais implantadas, com idade entre 4 e 12 anos no momento da ativação e uso efetivo do implante há 1 ano, Guedes et al. (2005) mostraram que não houve diferença significativa entre os grupos para os fatores sexo, etiologia e médias de idade. Porém, crianças com boa compreensão de linguagem pré-operatória tiveram risco para melhor percepção de fala 3,6 vezes o risco das demais crianças (p=0,009). Assim, concluíram que a compreensão de linguagem pré-operatória, seja por LIBRAS e/ou leitura orofacial, é um importante fator prognóstico para percepção de fala após 1 ano, devendo ser considerado na seleção de crianças mais velhas para o implante coclear.

Em pacientes adolescentes ou adultos com surdez pré-lingual o resultado é dependente da expectativa; pode haver um excelente ganho auditivo porém sem modificação do padrão de comunicação; o benefício é limitado e em longo prazo; e os indivíduos dificilmente chegam à percepção de fala sem pistas auxiliares (apoio de leitura labial, escrita, sinais).


BENEFÍCIOS DO IMPLANTE COCLEAR BILATERAL

Há muito tempo já é provado a importância da audição bilateral na localização sonora e na discriminação de sentenças principalmente quando existe mais de um interlocutor ou quando estamos num ambiente barulhento.

Da mesma forma, estudos realizados em pacientes surdos pós linguais têm demonstrado que pacientes que realizaram o implante bilateral apresentam melhores desempenhos auditivos nestas mesmas situações. Baseado na teoria da maturação das vias auditivas que apresenta o seu maior desenvolvimento até 2 anos de idade, acredita-se que este grupo terá grande benefício com a realização precoce do implante bilateral. Estudos mais recentes já comprovam os benefícios do implante coclear bilateral realizado precocemente, motivo pelo qual muitos centros nos EUA e Europa têm realizado a cirurgia bilateral ao mesmo tempo na mesma cirurgia. Em nosso país, por questões econômicas e sociais, o SUS não contempla a realização do implante bilateral, o que é bem razoável quando pensamos em políticas de saúde pública no qual devemos beneficiar o maior número de pacientes com os recursos limitados que dispomos.

O Dr Fayez Bahmad Júnior tem atualmente 04 pacientes utilizando o implante coclear bilateralmente. Sendo que destes todos foram simultâneos. Alguns argumentos contra a realização do implante coclear seria o custo maior de manutenção de dois aparelhos e a possibilidade de preservar um dos ouvidos para novas tecnologias que possam se desenvolver.

Porém, após alguns anos do primeiro implante coclear, o resultado do implante na orelha contralateral piora drasticamente, impedindo que o paciente se beneficie de novos modelos de implante se o intervalo entre o primeiro e o segundo implante for muito longo.

 

Baha

 Descrição: aha user Evelyn

 

O BAHA

Existem pessoas que sofrem de deficiência auditiva condutiva ou mista, ou de surdez profunda em apenas uma orelha. Na maioria dos casos, pessoas com esses tipos de perda auditiva serão adaptadas a aparelhos de condução aérea que são colocados dentro do conduto auditivo.

Entretanto, algumas pessoas que possuem esses tipos de perda auditiva são incapazes de se beneficiar com este tipo de aparelho por inúmeras possíveis razões: por possuírem uma condição congênita, como a atresia, que significa que a pessoa não possui o conduto auditivo para que possa ser colocado o aparelho convencional; por possuírem infecção crônica na orelha média ou externa, a qual se agrava quando um modelo de aparelho de audição convencional por via aérea é utilizado, entre outras.
Nesses casos o único meio de possibilitar aos deficientes auditivos a percepção dos sons em intensidade normal é através da condução óssea.

O Sistema Baha é um tratamento inovador que têm proporcionado audição às pessoas há 30 anos. É o único sistema de condução óssea direta deste tipo autorizado pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA.

Não acha que está na hora de descobrir se o sistema Baha é a solução certa para você?

O Sistema Baha utiliza a habilidade natural do seu corpo para conduzir o som.

 


O osso, da mesma forma que o ar, pode conduzir vibrações sonoras. Para pessoas com perda de audição, isso fornece uma outra forma de percepção de som.
Os aparelhos auditivos comuns contam com a condução aérea e um ouvido médio que funcione.

O sistema Baha pode ser uma melhor opção nos casos em que a função do ouvido médio pode estar bloqueada, danificada ou obstruída, pois ele ultrapassa completamente o ouvido médio. Ao contrário dos aparelhos comuns, o som é enviado ao redor da área problemática ou danificada, estimulando naturalmente a cóclea através da condução óssea. Uma vez que a cóclea recebe essas vibrações sonoras, o órgão "ouve" da mesma maneira como ouviria através da condução aérea; o som é convertido em sinais neurais e é transferido ao cérebro, permitindo que o implantado Baha perceba o som.

O sistema Baha:

 

1. Um processador de som captura as ondas sonoras e as transformam em vibrações.
2. Um pilar de fixação conecta o processador de som ao implante. O pilar transfere as vibrações sonoras do processador para o implante.
3. Um pequeno implante de titânio é colocado no osso atrás do ouvido, onde se une com o osso vivo. Esse processo é chamado de osseointegração. O implante transfere as vibrações sonoras à cóclea funcionante.

 

Processo de osseointegração:

O osso se une ao implante de titânio, permitindo que o implante conduza o som e forme uma ligação permanente com o osso.

 

 

Uso do processador de som e cuidados diários



Após um período de aproximadamente 3 meses (6 meses para crianças), o implante terá se osseointegrado ao osso.

É então o momento de anexar o processador de som Baha ao pilar da fixação. Isto será feito pelo audiologista, que também irá explicar como o processador de som funciona e como cuidar dele diariamente.

Conectar e desconectar o processador de som é muito simples. Uma peça de plástico é montada ao processador de som. Ela é desenhada para se encaixar no suporte e segurar o processador de som no lugar com segurança.


O processador de som pode ser usado durante o dia, exceto na hora do banho, se você for nadar ou participar de alguma atividade física que possa danificá-lo. Seguindo estas poucas e simples orientações, você irá garantir que o processador funcione de forma correta. Maiores detalhes e ilustrações podem ser encontrados no Manual do Usuário que está dentro da embalagem de cada processador.

A pele em volta do suporte deve ser limpa diariamente. Resíduos de pele podem aparecer em volta do suporte e é importante que eles sejam removidos utilizando uma escova de limpeza macia, sabonete e água morna.


 

BAHA PARA CRIANÇAS



Crianças que nascem com malformações na orelha média ou externa, ainda podem ter um funcionamento perfeito de sua orelha interna. A audição é uma parte vital do processo de aprendizado de uma criança e é, portanto, de suma importância iniciar a estimulação da fala e do desenvolvimento lingüístico o mais cedo possível. A condução óssea é a alternativa natural.

O crânio das crianças são mais finos e o osso mais leve e frágil do que o de um adulto. Por este motivo, os clínicos recomendam aguardar até que o crânio da criança esteja grosso e forte o suficiente, com a idade de cinco anos, para colocar o implante Baha. Até recentemente, só estavam disponíveis tiaras de aço para serem colocadas em volta da cabeça.

Embora esta faixa tenha sido útil para muitos, ela tem, ocasionalmente, se mostrado difícil de ser utilizada por algumas crianças, devido ao desconforto e à dificuldade de mantê-la no lugar.

 


O que é a Softband Baha®?

A Softband é uma faixa elástica com um processador de som Baha conectado a um condutor de plástico que é costurado na faixa. A faixa é ajustada com Velcro ao tamanho da cabeça do bebê. O processador de som fica seguro na pele atrás da orelha, ou em qualquer outro osso do crânio, através da pressão da faixa. O som é então transmitido através do osso do crânio para a orelha internas que funciona normalmente. A bandagem pode ser mudada de lugar para que o conector não esteja sempre na mesma posição, evitando, dessa forma, desconforto para a criança.

 

Nariz – Perfuração Septal

As úlceras e os orifícios (perfurações) do septo nasal podem ser causados por uma cirurgia do nariz, por lesões repetidas (p.ex., as produzidas durante a limpeza do nariz), por infecções (p.ex., tuberculose e sífilis) e pela aspiração de cocaína pelo nariz.

Os sintomas podem incluir a formação de crostas em torno das fossas nasais e sangramentos nasais repetidos. Os indivíduos que apresentam pequenas perfurações no septo podem produzir um som similar ao assovio quando respiram. A pomada de bacitracina reduz a formação de crostas.

As perfurações podem ser reparadas com o próprio tecido do indivíduo, utilizando o tecido do interior da bochecha ou de outra parte do nariz ou uma membrana artificial feita de plástico macio e flexível, a qual geralmente é melhor.

Contudo, a maioria das perfurações não necessitam de reparação, exceto quando as crostas e os sangramentos representam um problema importante.

Este procedimento deve sempre ser realizado por médico otorrinolaringologista devidamente treinado para isso.

 

Nariz – Pólipos Nasais

Os pólipos nasais são formações carnosas da membrana mucosa nasal. Os indivíduos com alergias que afetam o nariz (rinite alérgica) tendem a apresentar pólipos nasais. Estes também podem desenvolver-se durante infecções e podem desaparecer após o término da infecção.

Normalmente, os pólipos crescem em áreas onde a membrana mucosa inflamou devido a um acúmulo de líquido, como a área em torno das aberturas dos seios na cavidade nasal. Um pólipo apresenta uma forma de lágrima durante o seu desenvolvimento e assemelha-se a uma uva descascada sem semente quando amadurece.

O uso de um spray nasal em aerossol contendo corticosteróides faz com que os pólipos atrofiem ou desapareçam.

A cirurgia é necessária quando os pólipos obstruem a via respiratória, quando causam sinusites (infecções dos seios da face) freqüentes, quando obstruem a drenagem dos seios ou quando estão associados a tumores.

Os pólipos apresentam uma propensão a voltar a crescer, exceto quando a alergia ou infecção subjacente é controlada. No entanto, o uso de um spray de corticosteróide em aerossol pode retardar ou mesmo impedir a recorrência. Nos casos recorrentes e graves, a cirurgia é realizada para melhorar a drenagem do seio e r emover o material infectado.

Formação de Pólipos no Nariz. Geralmente, os pólipos formam-se na área onde os seios da face abrem-se na cavidade nasal, podendo obstruir a drenagem dos mesmos. Pode ocorrer o acúmulo de líquido nos seios obstruídos, causando uma sinusite (infecção do seio).

Este procedimento deve sempre ser realizado por médico otorrinolaringologista devidamente treinado para isso.

 

Ronco e Apnéia do Sono

Dentre os vários distúrbios do sono, destaca-se hoje a síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono, caracterizada pela ocorrência repetitiva de obstrução total (apneia) ou parcial (hipopneia) das vias aéreas superiores durante o sono, causando diminuição da oferta de oxigênio ao organismo que para se manter vivo tem que se acordar para voltar a respirar, levando à privação de sono.   

Os fatores que predispõem à síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono são: obesidade, sexo masculino, alterações craniofaciais (ex. queixo pequeno, língua grande), aumento do tamanho das tonsilas palatinas e faríngeas (amígdalas e adenóide), aumento da circunferência cervical, obstrução nasal, familiares com história de ronco e apneia do sono, anormalidades endócrinas (ex. doenças da tireóide e acromegalia), uso de álcool, tabagismo, uso de calmantes, cansaço excessivo e idade avançada.

Síndrome é um conjunto de sinais e sintomas, dessa forma quem tem a síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono pode apresentar:

  • Durante a noite: ronco alto (o ronco é o barulho produzido pela vibração dos tecidos das vias respiratórias estreitadas, que pode chegar a provocar perda auditiva em si e no cônjuge), paradas respiratórias durante o sono, engasgos, sufocação, agitação (debater-se na cama), vários despertares não lembrados no dia seguinte (levando a sonolência excessiva diurna), aumento da vontade de urinar (em homens com doença na próstata isso aumenta a necessidade de se levantar, tornando o sono mais conturbado ainda), suor em maior quantidade e insônia.

 

  • Durante o dia: sono em excesso que dificulta a realização de atividades corriqueiras, diminuição da memória, redução da concentração, déficit do aprendizado, tendência a nervosismo ou depressão, dor de cabeça, hiperatividade (em crianças), constrangimento social (em especial quando se tem que dormir fora de casa), problemas conjugais, impotência sexual. Além do descrito, quem tem a síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono apresenta maior risco de ter pressão arterial alta, arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e morte súbita.
  • É sabido que esses pacientes apresentam maior risco de acidentes domésticos, profissionais e de trânsito, dai a resolução Nº 267 do CONTRAN exigir a avaliação dos distúrbios do sono na renovação, adição e mudança para as categorias de habilitação C, D e E.

 

O tratamento da síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono depende do número de obstruções por hora de sono que é verificada pelo "exame do sono" (polissonografia) e acima de tudo, de uma avaliação individual com um médico. De uma forma geral, engloba: mudanças de hábitos de vida, realização de cirurgias em casos selecionados, aparelhos intra-orais (indicados em casos mais leves) e como o melhor tratamento para o adulto com quadro mais severo, o uso de CPAP, que consiste na aplicação de pressão positiva nas vias respiratórias por meio de uma máscara firme e confortavelmente acoplada ao nariz durante o sono, impedindo a obstrução da passagem aérea, dessa forma acabando com o ronco e a apnéia do sono.

Trabalhos científicos recentes em pacientes com a síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono atribuem ao uso do CPAP: melhora da qualidade de vida, redução da sonolência excessiva diurna, melhor controle da hipertensão arterial, redução do peso, melhor controle do diabetes e dos teores elevados de gordura no sangue. A mortalidade pela síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono é reduzida de forma eficaz com o uso do CPAP.

 

Equilíbrio – Reabilitação do Paciente Vertiginoso

 

Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia

ORIENTAÇÕES DE SAÚDE

Descrição: ORIENTAÇÕES DE SAÚDE - EQUILÍBRIO - REABILITAÇÃO VESTIBULAR 1.png

EQUILÍBRIO - REABILITAÇÃO DO PACIENTE VERTIGINOSO

 

A Reabilitação Vestibular é um método terapêutico moderno, fisiológico que visa restabelecer funcionalmente o equilíbrio corporal e a orientação espacial (Bittar, Pedalini e Formigoni, 2000).

 

Compreende a um grupo de exercícios físicos que desencadeiam a adaptação vestibular, base fisiológica da Reabilitação Vestibular que envolve a habituação e a compensação. Estes processos possibilitam normalizar as respostas reflexas mantenedoras do equilíbrio, tanto por meio do restabelecimento do processamento vestibular normal, como também por meio do estabelecimento de novas integrações entre as estruturas funcionais do equilíbrio.

 

A Reabilitação Vestibular promove a estabilização visual nos movimentos cefálicos, melhora a integração vestibulovisual durante a movimentação cefálica, amplia a estabilidade postural e dinâmica e diminui a sensibilidade durante movimentação cefálica (Caovilla e Ganança 1998). 



 

Os exercícios de Reabilitação Vestibular têm sido utilizados, com sucesso, nos casos de desequilíbrio, promovendo o controle postural estático e dinâmico, reduzindo significativamente as quedas, e conseqüentemente, melhorias nas habilidades funcionais e resultando na segurança e independência na realização das atividades diárias.



 

O Programa de Reabilitação Vestibular compreende as "Avaliações Instrumentais Específicas", "Orientações Nutricionais", "Orientações Preventivas ao Risco de Quedas", "Exercícios Específicos", tais como Vestibulares, Oculomotores, Extero-proprioceptivos, Optovestibulares e Globais e orientações sobre a realização continuada dos exercícios em casa.



 

1. Avaliação instrumental específica



 

As avaliações possibilitam identificar a extensão do impacto do desequilíbrio na rotina diária do indivíduo, delinear o programa de exercícios de reabilitação vestibular e avaliar a melhora promovida pelos exercícios. Avalia-se a postura estática e dinâmica por meio do Teste de Sensibilidade do Movimento, avalia-se impacto do desequilíbrio nos aspectos funcional, emocional e físico por meio inventário DHI. Para idosos, são utilizados instrumentos específicos tais como a Escala de Equilíbrio proposta por Berger e o Teste do risco de queda.



 

2. Orientação nutricional e mudança de hábitos



 

A terapêutica otoneurológica moderna apresenta vários recursos concomitantes, dentre eles, orientações sobre nutrição adequada e sobre correção de hábitos nocivos à saúde e, conseqüentemente, à funcionalidade normal do labirinto. Esta conduta terapêutica é essencialmente importante principalmente nos casos de labirintopatias provocadas por distúrbios metabólicos e/ou endócrinos.

 

Conforme Ganança et al. (2000) as orientações consistem em:



 

  1. Distribuir as refeições ao longo do dia, evitando ficar mais que três horas sem alimentar-se.


 

O ideal é realizar seis refeições ao longo do dia: café da manhã (desjejum), a principal refeição do dia, pois repõem a energia consumida durante um longo período sem ingestão de alimentos; lanche da manhã (colação), um lanche leve entre desjejum e o almoço; almoço; lanche da tarde e ceia.

 

O jejum prolongado, por mais de seis horas, aumenta a síntese de corpos cetônicos, substâncias que diminuem a utilização de gordura como fonte de energia, em conseqüência o organismo armazena mais gordura.

 

Além disso, tempo prolongado sem ingestão de alimentos provoca episódios de hipoglicemia e sérios efeitos neurológicos e hormonais.



 

  1. Distribuir a quantidade de calorias em proporções adequadas entre carboidratos, proteínas e gorduras


 

A base da reeducação alimentar é equilibrar o consumo de nutrientes dos alimentos, tais como, carboidratos, proteínas, sais minerais, vitaminas e gorduras. Deste modo, em cada refeição deve ingerido pelo menos um alimento de cada grupo alimentar. Importante ressaltar que o café da manhã deve ser privilegiado e que no jantar deve ser ingerido alimentos leves. 



  1. Moderar o uso de açúcar refinado, mascavo, demerara, cristal e mel (carboidratos de absorção rápida)


 

A opção por carboidratos complexos (batata, feijão, pão, massa) é mais assertiva àqueles alimentos com alto teor de açúcar refinado, porque apresentam maiores níveis absolutos de vitaminas, minerais e fibras, um baixo teor de gordura e produzem níveis de insulina e de glicose sanguínea mais baixos, pois a glicose contida nos alimentos constituídos de carboidratos complexos, é liberada lentamente para a circulação sanguínea. Deste modo, os alimentos do grupo dos carboidratos fornecem energia, aumenta a sensação de saciedade e são necessários para a para o metabolismo do normal das gorduras.

 

Os adoçantes devem ser evitados porque podem apresentam efeitos adversos como cefaléia, tontura e zumbido. Os edulcorantes (adoçantes alternativos) geralmente não são digeridos ou absorvidos e apresentam poucas calorias e nenhum valor nutritivo.

d. Ingerir pequenas quantidades de alimentos gordurosos


 

Deve-se evitar os acompanhamentos gordurosos, como maionese ou manteiga, molhos com queijo, por exemplo, e reduzir o consumo de gorduras saturadas e de colesterol, optando por alimentos que apresentem baixo teor destas substâncias. 
 


 

  1. Comer devagar e mastigar bem os alimentos


Comer rápido geralmente implica em comer mais, pois as papilas gustativas não enviam estímulos de saciedade e de prazer ao sistema nervoso central, em tempo hábil, isto é, o sistema nervoso central não é informado adequadamente que o alimento foi consumido o suficiente. Mastigar bem os alimentos promove uma digestão normal dos alimentos. 
 


 

  1. Evite ou reduza a ingestão de bebidas alcoólicas


 

Evitar ou ingerir álcool com moderação, reduz o risco de doença crônica.

 

O álcool é um diurético, aumenta a perda de água pela urina, reduz a oxidação da gordura no organismo e pode afetar diretamente o ouvido interno, modificando o volume e a concentração dos seus líquidos, provocando a manifestação de sintomas cócleo-vestibulares.



 

  1. Evite estresse emocional, ansiedade e fadiga excessiva

 

Nestes processos, os radicais livres são liberados em maior quantidade, causam a destruição da membrana celular, alterando o metabolismo celular e provocam, assim, o processo de disfunção bioelétrica celular.




 

  1. Reduza a fumo, se possível, evite-o. 


 

A nicotina produz a vasoconstricção e diminui o fornecimento de sangue ao ouvido interno, aumenta a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco e o fluxo de sangue para o coração, provocando o estreitamento das artérias, e também aumenta a quantidade de ácidos gordurosos, glicose e vários hormônios no sangue.

 

O monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue. O fumo pode provocar câncer de boca, garganta, esôfago, rim, bexiga e pâncreas.



 

  1. Reduza a ingestão de café


 

Reduza ou evite a ingestão de líquidos que contenham cafeína, tais como chá, café e chocolate. A cafeína é farmacologicamente ativa, o excesso no organismo pode provocar agitação, contração muscular, taquicardia ou arritmia cardíaca, períodos de esgotamento e agitação psicomotora, prejudica a fertilidade e pode, ainda, provocar nascimentos prematuros.

 

Associada a uma dieta pobre em cálcio, aumenta o risco de desenvolver osteoporose.



 

i. Evite o uso de medicamentos potencialmente tóxicos ao labirinto, como antiinflamatórios não-hormonais, diuréticos, moderadores de apetite, sem orientação prévia do médico.

 

j. Evite o uso de medicação sem prescrição médica


 

Principalmente medicação antivertiginosa, a medicação e a posologia é definida conforme o diagnóstico, considerando as possíveis restrições e contra-indicações em cada caso. 



 

l. Ande pelo menos 30 minutos por dia, se possível, e pratique regularmente exercícios físicos e esportes de baixo e médio impacto.


 

Esta atividade física não tem contra-indicação, promove a diminuição dos níveis de colesterol no sangue, evita a hipertensão arterial, auxilia na eliminação do estresse e da ansiedade.

 

A prática regular de exercício físico mantém o peso corporal, melhora o metabolismo e promove a estimulação somato-sensorial e proprioceptiva e postural, acelerando a compensação vestibular.



 

m. Beba oito copos de água por dia, no mínimo
O organismo humano é composto por 70 % de água.

 

Trata-se de um componente fundamental para todos os tecidos orgânicos, na estrutura e na função do sistema circulatório, no transporte de nutrientes e todas as substâncias corpóreas, na manutenção do equilíbrio dos líquidos intra e extracelulares e na manutenção da temperatura corpórea.



 

3. Orientações preventivas quanto ao risco de quedas



 

Esta orientações são fundamentadas no "Check-list" de Segurança Doméstica, para Detecção do Risco de Queda desenvolvido pelo Conselho Americano de Segurança (U. S. National Safety Council,1982). Consiste em uma série de orientações e sugestões a serem aplicadas em casa com a finalidade de eliminar situações na rotina doméstica que provoque a queda. 



 

Limpeza e organização da casa 



 

1. Enxugar o chão assim que vê que está molhado;


2. Mantém o assoalho e as escadas ou degraus limpos e sem objetos espalhados;


3. Guarda livros, revistas ou outros objetos assim que acabou de usá-los, evitar deixá-los no chão e/ou nas 


4. Guardar os itens que mais usa em prateleiras fáceis de alcançar



 

Assoalho



 

1. Evitar andar sobre o chão molhado


2. Evitar aplicar várias camadas de cera e polir o assoalho, deste modo, fica menos escorregadio;


3. Preferir tapetes antiderrapantes;


4. Evitar usar tapetes pequenos no último e no primeiro degrau da escada;


5. Se usa carpete, manter todas as bordas bem coladas e eliminar e/ou trocar os tapetes ou carpetes gastos ou rasgados com a ponta enrolada;


6. Preferir carpetes e tapetes com pêlo curto e denso;



 

Banheiro



 

1. Usar tapete de borracha ou decalques antiderrapantes no chão do banheiro ou próximo da banheira ou no chuveiro;


2. Instalar corrimão na borda da banheira ou na parede do chuveiro, se possível, especialmente para casos de necessidades especiais e para idosos;


3. Instalar a saboneteira em um local e fácil de alcançar


 

Caminho desimpedido


 

1. Você consegue atravessar todos os quartos da sua casa, ou ir de um quarto para outro, sem ter que desviar dos móveis


2. Deixar o caminho entre o quarto e o banheiro livre de obstáculos (móveis e objetos)


3. Os fios de telefone e energia estão longe de áreas por onde as pessoas passam.



 

Iluminação



 

1. Instalar interruptores perto de todas as portas


2. A iluminação deve ser o suficiente para eliminar as áreas sombreadas (ou corredores, por exemplo)


3. Ter abajur ou interruptor fácil de alcançar quando está na cama


4. Manter as escadas bem iluminadas


5. Ter interruptores no primeiro e no último degrau das escadas.



 

Escadas



 

1. Usar (ou instalar) corrimão ao longo de todo o comprimento da escada, em ambos os lados, 


2. Instalar o corrimão um pouco afastado da parede, para que você possa se segurar bem


3. O corrimão deve ter um formato distinto, de forma que você sabe quando chegou ao final da escada


4. Manter todas as escadas estão em boas condições, sem nenhum degrau quebrado, proeminente ou solto


5. Manter todas as bordas acarpetadas e metálicas da escada estão bem presas e em boas condições


6. Substituir os degraus únicos por rampas, ou então instalar uma boa iluminação perto deles


 

Escadinhas e banquetas


 

1. Usar uma banqueta ou uma escada robusta e em boas para alcançar as prateleiras altas do armário e do guarda-roupa


2. Colocar a escadinha ou a banqueta sobre uma base firme, plana e livre de objetos


3. Antes de subir na escadinha, ficar de frente para os degraus e manter-se dentro do eixo da escada


4. Evita ficar de pé sobre a banqueta ou subir além do segundo degrau da escadinha



 

Quintais



 

1. O cimento do quintal e das outras áreas que cercam a sua casa tem parte quebradas


2. Manter o jardim e o gramado livres de buracos


3. Guardar ferramentas de jardinagem e mangueira quando elas não estão em uso


4. Manter as áreas abertas livres de pedras, tábuas soltas e outras coisas nas quais alguém possa tropeçar


5. Manter os corredores, degraus e varandas livres das folhas secas ou poças de chuva


6. Usar tapetes nas portas, para que as pessoas limpem os pés antes de entrar


7. Você sabe qual é a maneira mais segura de caminhar quando não pode evitar uma superfície escorregadia


8. Preferir sapatos que têm solas e saltos que promovem uma boa tração


9. Usar chinelos dentro de casa que servem bem e não se soltam dos pés


10. Evita andar de meias dentro de casa


11. Trocar os sapatos quando as solas e os saltos estão gastos, para não escorregar em superfícies úmidas



 

Precauções pessoais



 

1. Manter-se alerta quanto a riscos inesperados, como móveis fora do lugar


2. Manter-se alerta quanto ao seu animal de estimação (caso tenha), prestar atenção em movimentos repentinos no seu caminho ou se o animal está perto das suas pernas


3. Quando carregar pacotes grandes, fazê-lo de tal modo que eles não atrapalhem a sua visão


4. Dividir as cargas grandes em cargas menores sempre que possível


5. Quando esticar ou inclinar o tronco, manter sobre um apoio firme e evitar jogar a cabeça para trás ou fazer uma rotação exagerada


6. Usar uma escadinha ou banqueta para alcançar os locais mais altos e nunca suba na cadeira


7. Movimentar-se atenciosamente e com cautela de modo a evitar correr para atender o telefone ou a campainha


8. Segurar-se no corrimão quando muda de posição na banheira ou no chuveiro


9. Manter-se em boas condições físicas com exercícios moderados, boa alimentação, repouso adequado e "check-ups" médicos regulares


10. Se você usa óculos, manter a sua prescrição atualizada


11. Caso more sozinho, manter contato diário com um amigo ou vizinho



 

4. Os exercícios de Reabilitação Vestibular



 

Os exercícios Vestibulares e os Oculomotores promovem a estabilização da visão durante o movimento cefálico e a estabilização da postura corporal.

 

Os exercícios Vestibulares incluem, por exemplo, os movimentos cefálicos horizontais, verticais e rotatórios e movimentos com todo o corpo, nas posições deitado, sentado e em pé.

 

Os exercícios Oculomotores compreendem aos movimentos visuais associados a movimentos cervicais, corporais e a movimentos de marcha estática e dinâmica, assim como também, à fixação visual associada a movimentação de cabeça e corpo em diferentes sentidos e direção.

 

Os exercícios Extero-proprioceptivos objetivam melhorar a estabilidade postural e o equilíbrio dinâmico, por meio da utilização de informações sensoriais diversas.

 

Compreendem aos exercícios estáticos e dinâmicos que incluem as variações de movimentos de marcha em diferentes direções, associados a movimentos visuais, cefálicos e fixação ocular.

 

Os exercícios Optovestibulares promovem a estabilização do olhar aumentando o ganho do reflexo vestíbulo-ocular (importante na manutenção do equilíbrio), são movimentos visuais realizados em diferentes posições; movimentos rotatórios de cabeça nas posições que estimulam os canais labirínticos laterais e verticais e estimulação labiríntica térmica.



 

Protocolo de Exercícios de Cawthorne e Cookey

A) Movimento de olhos e cabeça, sentado - primeiro lentos, depois rápidos:



 

  1. Olhar para cima e para baixo;

  2. Olhar para a direita e para a esquerda;

  3. Aproximar e afastar o dedo, olhando para ele;

  4. Mover a cabeça (lentamente e depois rapidamente) para a direita e para a esquerda com os olhos abertos;

  5. Mover a cabeça (lentamente e depois rapidamente) para cima e para baixo com os olhos abertos;


6- Repetir 4 e 5 com os olhos fechados.



 

B) Movimentos de cabeça e corpo, sentado:


 

  1. Colocar um objeto no chão. Apanhá-lo e elevá-lo acima da cabeça e colocá-lo no chão novamente (olhando para o objeto o tempo todo);


2- Encolher os ombros e fazer movimentos circulares com eles;
3- Inclinar para frente e passar um objeto para trás e para frente dos joelhos.



 

C) Exercícios em Pé:



 

  1. Repetir A e B;


2- Sentar e ficar em pé; sentar e ficar em pé novamente;


  1. Sentar e ficar em pé; sentar e ficar em pé novamente com os olhos fechados;

  2. Ficar em pé, mas girar (dar uma volta para a direita) enquanto de pé;

  3. Ficar em pé, mas girar (dar uma volta para a esquerda) enquanto de pé;

  4. Jogar uma bola pequena de uma mão para outra (acima do nível do horizonte);


6- Jogar a bola de uma mão para outra embaixo dos joelhos, alternadamente.



 

Descrição: :::Desktop:ORIENTAÇÕES DE SAÚDE - EQUILÍBRIO - REABILITAÇÃO VESTIBULAR 2.png

 

Descrição: :::Desktop:ORIENTAÇÕES DE SAÚDE - EQUILÍBRIO - REABILITAÇÃO VESTIBULAR 3.png

 

D) Outras atividades para melhorar o equilíbrio:



 

  1. Subir e descer escadas (corrimão, se necessário);

  2. Enquanto de pé, voltas repentinas de 90 graus (com olhos abertos e, depois, com os olhos fechados);

  3. Enquanto caminhando, olhe para a direita e para a esquerda (como em um mercado lendo rótulos);

  4. Pratique ficar em um pé só (com o pé direito e depois com o pé esquerdo), com os olhos abertos e depois com os olhos fechados;


5- Em pé, em superfície macia:



 

A) Ande sobre a superfície para se acostumar;


B) Andar pé-antepé com os olhos abertos e depois com os olhos fechados;


C) Pratique o exercício 4 em superfície macia;



 

  1. Circular ao redor de uma pessoa que está no centro, que joga uma bola grande (que lhe deve ser devolvida);

  2. Andar pela sala com os olhos fechados.



 

 

Em caso de dúvidas procure seu Médico Otorrinolaringologista (Otoneurologista).



 

Responsável Técnico: 
Prof. Dr Fayez Bahmad Júnior


Professor e Orientador do Programa de Pós Graduação da Faculdade de Ciências da Saúde- HUB-UnB 


Doutor em Ciências Médicas pela FM-UnB


fayez@unb.br


Telefone: 61 33286009 


 

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